Cineastas E Cinéfilos Falam Dos Filmes Que Marcaram Suas Vidas.
Com lançamento marcado para o dia 3 de novembro, às 19 horas, no Cine Brasil, o livro “Os filmes da minha vida” traz depoimentos de cineastas, críticos, e cinéfilos como Carlos Reichenbach, Daniela Thomas, Hector Babenco, Bruno Barreto, Leon Cakoff, Hubert Alquéres e outros. A edição é da Imprensa Oficial e Mostra de Cinema.
A ideia surgiu na edição de 2008 da Mostra Internacional de Cinema: reunir personalidades ligadas à Sétima Arte para falar sobre os filmes que marcaram suas vidas. Os depoimentos resultaram no imperdível “Os Filmes da Minha vida”, produzido pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Mostra de Cinema e com lançamento marcado para quarta-feira, 3 de novembro, a partir das 19h, no Cine Bombril (Av. Paulista, 2073 – Conjunto Nacional).
Carlos Reichenbach, Daniela Thomas, Hector Babenco, Bruno Barreto, Hubert Alquéres, Inácio Araújo, Helena Ignez, Marco Bechis, Rubens Ewald Filho e os diretores da mostra Leon Cakoff e Renata de Almeida são os cinéfilos que revelam suas emocionantes histórias e películas inesquecíveis. Os depoimentos acabam traçando um panorama do cinema desde a sua invenção pelos irmãos Luimière até os dias de hoje.
Cakoff observa que não pode existir um só filme na vida de alguém. “É impossível achar que um só filme pode representar todo o seu ser. É como se cada filme fosse um tijolinho, que vai construindo a casa de nosso aprendizado, onde nos sentimos bem, confortáveis, onde conseguimos dialogar, emitir conceitos e nos fortalecer, com certezas e forças para tomar decisões e construir nosso conhecimento”, argumenta.
Anos de Chumbo
Vários depoimentos expõem a intolerância e censura dos Anos de Chumbo no Brasil, como a tentativa de Cakoff de realizar um ciclo de cinema chinês em plena ditadura militar. Acusado de apoiar o comunismo daquele país, ele chegou a ser preso pela ousadia.
Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial, lembra que o movimento estudantil de 1968 começou com uma crise envolvendo a Cinemateca Francesa, em Paris, e gerou uma resposta internacional da juventude, fazendo eclodir manifestações por todo mundo. “Nesta época, eu estava com quinze anos e vivíamos um cenário de ditadura militar, repressão e censura. Apesar de tudo isso, o país acompanhou essa ebulição que promoveu, paradoxalmente, uma intensa renovação artística no teatro, no cinema, na música, na literatura. O Cinema Novo, o Tropicalismo para mim se destacam como exemplos dessa renovação”, rememora.
Desta época, Hubert aponta sessões de cinema promovidas pelo seu então professor de Organização Social e Política Brasileira (OSPB, disciplina obrigatória nos currículos das escolas no Governo Militar). “Foi nessa época que descobri um filme — de apenas 17 minutos de duração — que me impressionou muito. ‘Um cão andaluz’ (Un Chien Andalou, 1939), filme de estréia de Luis Buñuel, cujo roteiro foi escrito com Salvador Dali”. Também daquele período, Alquéres se lembra da película italiana “Morte em Veneza” (Morte a Venezia, 1971), de Luchino Visconti, e “2001: uma odisséia no espaço” (2001: A Space Odissey, 1968), de Stanley Kubrick.
Daniela Thomas, também convidada a participar do projeto, observa que as gerações atuais aprenderam a se relacionar pelo que veem nas grandes telas. “Me dei conta de que a minha geração não aprendeu a amar nos livros, mas sim no cinema. Foi com os filmes que eu descobri os arquétipos das relações amorosas. Olhando pra trás eu me dou conta que aprendi a amar com ‘Dr. Jivago’ (Dr. Zhivago, David Lean, 1965), ‘Casablanca’ (Michael Curtiz, 1942), ‘My Fair Lady’ (George Cukor, 1964)”, observa.
Ainda nesta temática, Bruno Barreto lembra da importância de “O último tango em Paris” (Ultimo Tango a Parigi, 1972), do Bernardo Bertolucci. “Este filme mexeu muito comigo. Eu estava em Paris em 1972 e fiquei impressionado como Bertolucci apresenta o sexo como compensação da perda, como resgate da vida. É um tema difícil, como fazer um filme sem ser descritivo, voyeurístico, porque a nudez e o sexo filmados tendem a ficar vulgarizados. Ao mesmo tempo é um filme extremamente romântico”, relembra.
Lu Fernandes Comunicação e Imprensa
Assista aos trailers dos filmes. Conteúdo cedido por Clube TV.
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A Caixa (876 visualizações)
Norma (Cameron Diaz) e Arthur Lewis (James Marsden) formam um casal que mora com seu filho pequeno num bairro suburbano norte-americano. Eles recebem de presente uma pequena caixa de madeira que, aparentementer inofensiva, acaba trazendo consequências trágicas. Um homem desconhecido explica a eles o que a pequena caixa faz: se o dono apertar o botão que está em cima dela, ganha US$ 1 milhão. No entanto, como consequência, uma pessoa do outro lado do mundo morrerá por conta dessa escolha, alguém que eles não conhecem. Tendo a caixa em mãos por 24 horas, eles devem resolver o que fazer. |
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2012 (2951 visualizações)
A cultura maia previu que a Terra, como a gente conhece, terá um fim no ano de 2012. A teoria revela que o fim da Terra começa com o alinhamento planetário e uma inversão dos pólos do planeta, após um grande tsunami. Após isto, o caos instala-se e o nosso mundo começa a se tornar inabitável.
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Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo (4968 visualizações)
Baseado no famoso game, o filme conta a história do príncipe Dastan (Jake Gyllenhaal) que precisa ajudar seu pai na luta contra inimigos que ameaçam seu reinado. Mas tudo se complica, porém, quando ele encontra uma adaga mágica, capaz de mudar a história. Induzido por um feiticeiro moribundo, Dastan acaba transformando todo o reino em um lugar demoníaco e agora somente ele poderá desfazer a maldição. |
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